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DANCE INTO THE LIGHT
MELHOR, PROVAVELMENTE NEM O PHIL COLLINS

A RPORTAGEM DO CONCERTO DO COLISEU DO PORTO - TEXTO E FOTOGRAFIAS - PARA VER AQUI
TEXTO E FOTOGRAFIAS : I A C
FIELDS OF NEPHELIM

O CONCERTO DO COLISEU DO PORTO

REPORTAGEM, AQUI
FOTOGRAFIAS : I A C

CLUBE DA COMÉDIA

CLUBE DA COMÉDIA
COLISEU DO PORTO
PORTO
09 MARÇO 2010








FOTOGRAFIAS : I.A.C.

AGRADECIMENTOS : UAU


.

TRIBUTE TO QUEEN

Coliseu do Porto
27 de Junho de 2010



Pearl Band
Dios Salve a la Reina



(Re)(Vi)Ver a mítica banda britânica Queen e a sua música foi o objectivo com que o público portuense quase encheu o Coliseu do Porto, na noite de Domingo, 27 de Junho.

O aquecimento da noite esteve a cargo da Pearl Band, de Almada, uma banda tributo aos Pearl Jam. A Pearl Band é constituída por João Beato na voz e guitarra, Pedro Madeira na guitarra e nos coros, Gordini no baixo e Duarte Carvalho na bateria.










 





































A Pearl Band cumpre muitíssimo bem aquilo a que se propõe fazer e agarrou com relativa facilidade, e com enorme simpatia, um público que não estava lá para os ver. Gostámos.



Após pouco mais de uma hora de actuação e da habitual troca de palco, as luzes da sala voltaram a apagar-se e o Coliseu aplaudiu efusivamente a introdução instrumental de “One vision”. À medida que os primeiros acordes da música soavam da magnífica guitarra do “Brian May” de serviço - Francisco Calgaro - os argentinos Dios Salve a la Reina entraram em palco, num monumental início de espectáculo que em tudo fez lembrar o histórico concerto dos Queen em Wembley, em 1986.



Um “Freddie Mercury” enérgico e pujante - o extraordinário Pablo Padin - desde cedo andou de um lado para o outro do palco, tal como o original, correndo, gesticulando, pulando e cantando como se não houvesse amanhã...
















Mais atrás e mais discretos, um”John Deacon” - Ezequiel Tibaldo - e um “Roger Taylor” - Matias Albornoz - contribuiram decisivamente para que um som “fielmente Queen” se tenha feito ouvir no Coliseu durante quase duas horas.


A “One vision” seguiram-se “Tie your mother down”, “Under pressure”, “Somebody to love” e “Hammer to fall”. Nesta altura torna-se evidente o enorme rigor com que este músicos encarnam as suas personagens; não é só o som que é igual: as roupas, os movimentos, os tiques, tudo está estudado ao pormenor. A semelhança física entre Pablo Padin e Freddie Mercury é impressionante como, de resto, as imagens documentam.

















Francisco Calgaro é, também ele, uma cópia muito bem conseguida de Brian May. É alto como o original e, embora não tão esguio, pega na guitarra com a mesma elegância.



O desfile de êxitos continuou com “Innuendo” (tema que os Queen nunca chegaram a interpretar em palco com Freddie Mercury, mas que soube muito bem “rever”), “It’s a kind of magic” (durante o qual o público foi presenteado com enormes bolas de borracha), “Another one bites the dust”, “Save me” (com “Brian May” a fazer a primeira parte da música ao piano), “I want it all” (de novo, nunca interpretado ao vivo pela banda) e “Who wants to live forever”.

















Por esta altura as coisas acalmaram (pontualmente), com o duo “Freddie Mercury” / “Brian May” a deliciarem a audiência com as interpretações acústicas de “Is this the world we created?” e “Love of my life”.


“Killer queen” abriu seguidamente caminho a um solo de guitarra onde “Brian May” fez a sua lindíssima red special guinchar até ao limite. Grande ovação no final, com o potente ré maior de “Now I’m here” a fazer-se ouvir, para alegria de todos.


“Roger Taylor” deu um ar da sua graça no solo de bateria que se seguiu e, depois, foi um "Freddie Mercury" de peruca e peito avantajado que entrou em cena para “I want to break free”. “Radio gaga”, “Crazy little thing called love” e “Bohemian Rhapsody”, fecharam a primeira parte do concerto.
















“The show must go on” abriu o encore, no qual se escutou ainda “We will rock you”, “Friends will be friends” e “We are the champions”. Como no fim de todos os concertos dos Queen, também os Dios Salve a la Reina se despediram do público ao som de “God save the Queen”, na versão sobejamente conhecida do álbum “A night at the opera”.





Será injusto dizer que os Dios Salve a la Reina são tão bons como os originais. São, simplesmente, tão bons quanto se pode ser a imitar os Queen, com a garra e com a coragem com que o fazem. São, também simplesmente, excelentes.



E assim, ainda que por breves momentos, o tempo voltou para trás e os Queen estiveram mesmo à nossa frente...















Texto e fotografias:
Sara Salgado



Agradecimentos:
Remember Minds





AIR

AIR
Coliseu do Porto,
20Junho 2010



A dupla francesa Nicolas Godin e Jean-Benoît Dunckel, aproveitaram o novo álbum “Love 2” para nos visitarem, agora no Porto.

Com 6 álbuns de estúdio, tem vindo a juntar uma bela legião de admiradores, e tem uma óptima relação com o publico nacional desde o genial “Moon Safari” que sim, já data de 1998. O tempo passa meus amigos, mas o talento mantem-se.

Esta dupla tem um currículo bastante interessante, aponto por exemplo a banda sonora do aclamado “Virgens Suicidas” de Sofia Coppola, e já agora toca a rever esta obra!

Acima de tudo são um nome enorme no universo da musica electrónica, dos mais influentes e a sua criatividade parece não ter fim.

Amour, Imagination, Rêve: AIR. A sua musica transpira cada uma destas palavras!



Com claras influências dos ritmos disco dos anos 70, brincam com jazz e enfim, tudo que ajude a recriar este mundo numa outra realidade: futurista e utópica, cinematográfica… colorida mas consciente.
A harmonia entre a electrónica pura de dura, que nos eleva a um destino incerto, é perfeitamente equilibrada com as cordas e recurso a umas batidas reais, de uma bateria real e claro, um baterista bem real que tem aqui um papel muito importante, na performance ao vivo.

Um Coliseu quase esgotado é prova disso mesmo, sem falar no entusiasmo sem pausa com que os AIR foram brindados do inicio ao final do concerto.

Fomos todos juntos, levados pela sua discografia durante uma hora e meia, onde os momentos altos desfilavam.

Abriram com "Do the Joy", "So Light is Her Footfall" e "Love", e logo quem ali se deslocou soube que a noite seria “uma daquelas”.
As projecções numa tela de proporções generoras, tomaram parte vital sobre a sua performance, e o seu efeito hipnotizante são a prova que a simplicidade pode ser avassaladora.

Temas como "Don't Be Light", "Cherry Blossom Girl", "How Does it Make You Feel" ou "Alpha Beta Gaga" foram sendo prendados com um publico em êxtase que teve a sua forma máxima em "Kelly Watch the Stars" do 1º álbum reafirmando-se com um dos hinos inegáveis.

O publico não parou de se manifestar de todas as formas possíveis, estando as sempre animadoras palmas presente durante toda a sua duração.

Tempo de encore com o tema do “Love 2”, “Heaven’s Light”, seguido dos temas "Sexy Boy" e "La Femme D'Argent".

“Melhor que em Lisboa em Março passado!!” diziam ao meu lado. Não sei, não estava lá, mas o que aqui se passou hoje foi sem duvida bem forte.

Ovação final como só o Coliseu do Porto sabe dar e é hora de ir para casa, já a pensar em Paredes de Coura, onde actuarão dia 8 de Agosto.



 
Setlist:
DO THE JOY
SO LIGHT
LOVE
REMEMBER
VENUS
J’AI DORMI
MISSING THE LIGHT
TROPICAL DISEASE
PEOPLE IN THE CITY
DON’T BE LIGHT
RADIAN
CHERRY BLOSSOM GIRL
BE A BEE
TALISMAN
HOW DOES IT MAKE YOU FEEL
ALPHA BETA GAGA
KELLY WATCH THE STARS
Encore:
HEAVEN’S LIGHT
SEXY BOY
LA FEMME D’ARGENT


MARIA BETHANIA Coliseu





MARIA BETHANIA

Coliseu do Porto, 24 Julho 2010



Pouco passava das 22h quando o publico, através de palmas, pedia a presença de Maria Bethânia. Ainda com as cortinas fechadas ouviu-se a voz da artista entoando "Santa Bárbara", tema incluído num dos dois discos que seriam apresentados no Coliseu do Porto na noite de 24 de Julho.






























































...

















Ao longo do espectáculo "Amor, Festa e Devoção", nome escolhido em homenagem à sua mãe, como sendo os ensinamentos transmitidos na sua educação, desfilam músicas que já fazem parte da vida de cada fã.

Não era de todo estranho olhar para o lado e ver uma lágrima correr nos rostos de algumas das senhoras presentes.

Com uma postura bastante simples, a Artista apresentou-se num palco com um tapete de pétalas de rosas vermelhas suspenso e mais pétalas espalhadas pelo chão, com os seus pés descalços, embalou-se de forma subtil contagiando por completo toda a plateia.

Houve alturas até, em que o silêncio que se sentia para deixar ouvir a Diva, tornou-se arrepiante, sendo de vez em quando quebrado pelas vozes das milhares de pessoas presentes para murmurar baixinho os temos exibidos.






















































"Encanteria" e "Tua", foram o realce da noite. Os dois álbuns lançados no ano de 2009 afirmam que a cantora continua de pedra e cal no mundo da música, mantendo o som melodioso a que sempre habituou os seus fãs.

No entanto os momentos altos, chegaram com os clássicos, aos quais o público não foi minimamente indiferente, chegando até a levantar-se para cantar e aplaudir.






























Uma noite que tão depressa não irão esquecer até pelo facto de uma fã subir ao palco para oferecer flores e acabar a rastejar aos seu pés enquanto os seguranças tentavam zelar pela segurança da cantora.

Ainda assustada, Maria Bethânia, passou-lhe a mão na cara e dirigiu-lhe algumas palavras.

Afastou-se sambando e continuando a cantar enquanto o publico acompanhava tão efusivamente que quase abafava a sua voz poderosa.



Uma Senhora, sem dúvida!




Texto: Telma Silva

Fotografia: Ricardo Costa

AGRADECIMENTOS:

MUSICA NO CORAÇÃO