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BLACK BOMBAIN

BLACK BOMBAIN
AO VIVO NO PASSOS MANUEL

PORTO
09 ABRIL 2010








FOTOGRAFIAS : M. CARMO LOUCEIRO

AGRADECIMENTOS
PASSOS MANUEL

Cão da Morte + Coelho Radioactivo + Pelpzer


Coelho Radioactivo


Cão da Morte


Peltzer

Cine-Teatro Passos Manuel, 16 Abril 2010, Porto



Foi uma agradável surpresa o que assisti numa noite de sexta feira em Passos Manuel.

Três bandas com muito boa qualidade musical.


Um tipo de musica alternativo de grupos ainda em crescimento e que o publico acolheu com bastante entusiasmo numa sala bem disposta que ali se deslocou.




Começou o concerto com Coelho Radioactivo, com um tema instrumental (único em todo o concerto).



A sua actuação foi constituída por temas que ao longo do concerto foi fazendo questão de mencionar onde editados.



Não há forma de ficar indiferente ao intimismo dos seus temas despidos de artificialismos mas carregados de sentimento.






O tema "Gigantes" é intenso, onde as palavras não existem ao acaso. Promete e a IDS vai estar atenta certamente.




























Segue Cão da Morte, na minha opinião a grande surpresa e o público reagiu em concordância.

























Presença segura numa figura que de tão expressiva se eleva a teatral.



Os temas, esses, são exemplos perfeitos do que melhor nos espera em matéria desta nova linhagem de cantautores (n.d.r.: é um neologismo proveniente da união das palavras cantor e autor).

Temas muito pessoais, neste caso com brisas bem urbanas, e onde os arranjos tomam parte dos temas de forma subtil mas que lhe dão imensa força, junto com a verdadeira poesia que nós entra ouvidos e alma dentro.



E para terminar Peltzer que foge completamente aos registos anteriores.


Temas bem electrónicos, executados com mestria pelo seu mentor Rui Gaio, sendo as composições bem construídas e com uma apresentação onde o VJ Pedro Gonçalves tem um papel fundamental.



Uma excelente forma de terminar uma noite de sexta-feira.





Texto e Fotografia: Pedro Neves

AGRADECIMENTOS:

Coelho Radioactivo
Cão da Morte

Cine-Teatro Passos Manuel


DIABO NA CRUZ

DIABO NA CRUZ

Música Popular Portuguesa + Rock = Diabo na Cruz.


Porto, Cinema Passos Manuel
5 de Março de 2010




Era um público expectante, aquele que, rapidamente, foi entrando para o auditório do Passos Manuel. Fosse pela genialidade única com que esta banda veste de rock a música popular portuguesa ou, simplesmente, pela curiosidade em atestar até que ponto a qualidade da sua prestação ao vivo se equipara à sua qualidade em estúdio, a expectativa estava lá e sentia-se.
Os Diabo na Cruz subiram ao palco ao som da primeira ovação da noite e tomaram conta dos seus instrumentos. Sem peneiras e muito low profile. E logo se viu que estavam ali para tocar a sério. Pouco passava das 23h15. Estava uma noite chuvosa e fria, no Porto. A sala também não estava particularmente quente... pelo menos até então.

O arranque do espectáculo foi muito bem conseguido, com os primeiros minutos a resultarem num verdadeiro crescendo de som, de emoção e de ansiedade.

Jorge Cruz, o impulsionador deste projecto musical, dirigiu-se pela primeira vez ao público com um “Boa noite, nós somos os Diabo na Cruz!”.

Logo a seguir, quando os primeiros acordes de “Tão lindo” se fizeram ouvir, muitas foram as pessoas que acharam que o som dos Diabo na Cruz não é para se apreciar sentado. Deste modo, as laterais do auditório ficaram repletas de gente, com apenas escassos minutos decorridos desde o início do concerto. Mas nem por isso deu a sensação de ter passado a haver mais lugares sentados, facto que B Fachada não deixou passar em claro da primeira vez que se dirigiu ao público, ao manifestar o seu espanto (de forma muito peculiar) em ver um Passos Manuel tão cheio.

E assim continuou a festa.

Os Diabo na Cruz fizeram desfilar, ao longo de cerca de 80 minutos de espectáculo, os temas do seu primeiro CD, intitulado “Virou!”, e mostraram como se toca (muito bem) aquilo a que começa a ser convencional chamar-se “rock popular português”. E é lícito afirmar que poucas bandas terão conseguido até hoje uma simbiose entre música popular portuguesa e rock tão feliz, e tão bem conseguida, como eles.

As polifonias vocais, cuja qualidade sobressai definitivamente no trabalho de estúdio da banda (e que é uma das suas imagens de marca), mantiveram ao vivo a seu acuidade técnica e o seu rigor de execução. Rigor esse que, de resto, deve ser justamente estendido à execução instrumental.

Na bateria, João Pinheiro demonstrou que é um extraordinário músico e marcou o ritmo do início ao fim, ora lento ora menos lento, sempre concentrado e sempre dedicado.

Como se já não houvesse um João Gil talentoso na música portuguesa, os Diabo na Cruz fazem-se acompanhar de outro. Este João Gil, todavia, não é guitarrista; está sentado atrás dos “sintes” (como a própria banda refere no seu CD), e participa na construção do complexo harmonioso debitado por este conjunto.

Os sons graves, aqueles que sentimos mais no corpo do que nos ouvidos, vieram do baixo de Bernardo Barata, que mostrou ser uma fonte de energia e de boa disposição; está sempre a rir enquanto toca, mas nem por isso toca menos bem.

B Fachada tocou viola braguesa todo o concerto, reconfirmando assim outra das imagens de marca da sonoridade da banda – é também aquilo a que se chama uma verdadeira “Imagem do Som”... Ele é a alma das harmonias vocais dos Diabo na Cruz, cantando com e sem instrumento. Para além disso, dança e bate palmas descomplexadamente durante todo o concerto, e respira e transpira música por cada poro. É uma alegria de ver em palco.

Jorge Cruz foi, a par de vocalista principal, o guitarrista de serviço da noite. Possuidor de um alcance vocal muito extenso e uma pujança extraordinária, esteve sempre muito seguro e comunicou eficazmente com a audiência deleitada do Passos Manuel. Grande músico!

A interacção com a audiência foi engraçadíssima ao longo de todo o espectáculo, com rasgos intelegentíssimos e carregados de humor por parte dos músicos, muitas vezes reagindo a provocações soltas saídas da plateia. O público portuense, que se revelou atento ao percurso da banda e dos restantes projectos musicais dos seus membros, tratou muito bem os Diabo na Cruz, e cantou muito com eles durante todo o espectáculo. E eles retribuíram com uma entrega total, o que resultou num concerto que não será esquecido tão depressa.

Depois do fim, houve direito a encore e à repetição de “Dona Ligeirinha” – o tema mais ouvido de “Virou!”, que é efectivamente uma pérola musical.

Estes Diabo na Cruz são mesmo uma verdadeira lufada de ar fresco no panorama musical nacional actual, e dentro da música popular portuguesa em particular. Têm um espectáculo que cativa, tocam e cantam (oh, se cantam!) extraordinariamente bem, e são muito comunicativos.

Tenha este país a capacidade para potenciar aquilo que de melhor tem do ponto de vista artístico, e vão seguramente dar que falar nos próximos tempos. É que no Passos Manuel “Virou!” o disco... mas não tocou o mesmo.
















ENTREVISTA COM JORGE CRUZ - PARTE 1

VIREM SUTA, PASSOS MANUEL

Com um auditório meio despido a dupla Nuno Figueiredo e Jorge Benvinda, não se deixou intimidar e deu um concerto onde o poder transmitido por Jorge Benvinda na interpretação das músicas nos leva  a imaginar pequenas curtas-metragens sobre cada tema.
São os VIRGEM SUTA, uma dupla de Beja, pronta a conquistar outros territórios.

O concerto da passada sexta feira disso é bem demonstrativo.

A primeira actuação de 2010 dos Virgem Suta brindou o Porto com um concerto que apesar de ter contado com um pequeno auditório, é digno de animar as maiores plateias do pais, Nuno Figueiredo e Jorge Benvinda fecharam a sua actuação em alta com o tema “Tomo conta desta tua casa”, que pela segunda vez na noite levou o publico ao rubro.




















TAXI TAXI

TAXI TAXI
NO PASSOS MANUEL
PORTO
07.04.2010


Pelo facto de ser uma quarta feira, talvez se entenda a pouca adesão do público do Porto ao concerto do Passos Manuel, integrado na digressão que as TAXI TAXI levam pelo país.
Outro motivo, provávelmente de maior peso. estará no pouco conhecimento que ainda vamos tendo sobre este duo sueco.

O espectáculo do Porto deu-nos a oportunidade de avaliar a presença em palco - despido, para um envolvimento que terão pretendido mais intimista - das duas artistas.

Sóbrias, discretas, sem nunca terem agarrado a plateia, passearam a sua música melódicamente entoada por duas boas vozes, suportagas por um teclado e uma guitarra (esta, nem sempre).

Uma noite tranquila, para uma apresentação que, certamente, funcionará com melhor enquadramento, num espaço tipo café concerto, que numa sala com as caracteristicas do Passos Manuel.





FOTOGRAFIAS : M. CARMO LOUCEIRO
TEXTO : I.A.C.

AGRADECIMENTOS
PASSOS MANUEL

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MONSTRO MAU

MONSTRO MAU
PASSOS MANUEL

Porto,
6 de Março de 2010


Preâmbulo



Feliz ou infelizmente, a arte não é (ou nem sempre é) aquilo que dela queremos, mas sim (ou quase sempre) aquilo que dela, colectivamente, fazemos.



E, assim, enquanto o Passos Manuel estava cheio a pouco mais de três quartos da sua (modesta) capacidade para assistir a uma iniciativa artística gratuita (se não inédita, pelo menos rara) promovida pelos Monstro Mau, que envolvia cinema, música e um concurso, a porta do lado (o Coliseu do Porto) estava a abarrotar com o espectáculo de Leandro.... Viva a Arte!



Fim do Preâmbulo e vamos ao que interessa.










Os Monstro Mau promoveram um concurso de video-clips intitulado “Realizador”, onde os concorrentes eram convidados a conceber e realizar um video-clip para a música com o mesmo nome (retirada do mais recente trabalho do grupo, “Lixo”, de 2009). Nas palavras da banda, o objectivo por detrás desta iniciativa foi o de “fomentar o espírito de criação dentro dos movimentos artísticos de diferentes áreas”.



Foram 25 as inscrições recepcionadas. Por um motivo ou outro, 15 ficaram pelo caminho e não se concretizaram em video-clips. Dos 10 levados a concurso foram seleccionados 3 finalistas, e a escolha do vencedor foi o mote para este serão diferente no Passos Manuel.



O apresentador e convidado da noite, Rui Reininho, mostrando-se igual e ele mesmo, carregado de humor e de trocadilhos inteligentes, deu as boas noites aos presentes faltavam dez minutos para as 23h.



O pontapé de saída para o serão foi dado com a visualização dos 3 video-clips finalistas, a saber:
“Não pisem o realizador por favor”, de António Aleixo,
“Como o realizador quiser”, de Fábio Leite e
“Ser realizador tem que se lhe diga”, de Susana Campos Morais.



Cada um deles apresentou uma temática conceptual muito própria, mas todos se pautaram por uma elevadíssima qualidade. Característica, de resto, comum aos restantes 7, a julgar pelas palavras de Budda, guitarrista da banda, que confessou à IMAGEM DO SOM ter sido um alívio não ser júri neste concurso.




Tal tarefa estava a cargo de um conjunto de especialistas na área e que, originalmente, se queria de 5 elementos – Tiago Guedes, Tiago Viegas, Luísa Sequeira, Fernando José Pereira e Mário Augusto – mas que teve que ser reduzido a 4, em virtude da ausência inesperada do último dos nomes apontados.



A apreciação do júri decorreu enquanto o público presente assistiu à exibição do filme “Lixo”, inspirado e baseado no concerto performance que os Monstro Mau têm actualmente em digressão, e realizado e produzido por Nico Guedes, o baterista da banda e a mente por detrás desta iniciativa.



Os Monstro Mau são detentores de um funk melódico e rigoroso, soberba e perfeitamente interpretado. A voz doce com sabor a Brasil da bela Alex Liberalli destaca, ainda mais, toda a harmonia sonora produzida por este quarteto de Braga, que tem como quarto elemento, o ainda não referido Tó Barbot, no baixo. O concerto performance revelou-se uma experiência pujante do ponto de vista musical e visual, e é uma forma brilhante de nos levar a conhecer este “Lixo”, que de lixo nada tem senão o título.



Finda a projecção do filme / concerto performance, foi altura de dar a conhecer o vencedor da noite. Alex Liberalli juntou-se a Rui Reininho no palco, e os nomes de António Aleixo e do video-clip “Não pisem o realizador por favor” foram anunciados. O prémio foi entregue a Pedro Soares, em representação do realizador premiado.



O video-clip vencedor pode descrever-se como o alternar de vários planos, quase todos fixos, sobre um estrado, onde diferentes pares de pernas e pés, correspondentes a diferentes coreografias, de diferentes géneros de dança, iam dançando ao som do “Realizador”. Referências, manuscritas, às características das coreografias em questão, e das suas origens, iam aparecendo na tela, o que refinou, em muito, o resultado final.









A noite terminou com a exibição dos 7 video-clips não-finalistas. Entre experiências visuais mais ou menos elaboradas, não deixa de ser verdade que cada um dos realizadores proposto a concurso saíu do Passos Manuel como um Vencedor, quanto mais não seja pelo modo com que deu resposta a este repto lançado pelos Monstro Mau.















À CONVERSA COM O MONSTRO

No final do serão, a IMAGEM DO SOM esteve largos minutos à conversa com os quatro elementos dos Monstro Mau. Alex Liberalli, Budda, Nico e Tó Barbot demonstraram um nível de simpatia equiparável ao talento que depositam na sua música e, assim, sentimo-nos em casa, com eles.



Dado que dificilmente terá havido alguém que tenha deixado o Passos Manuel naquela noite a não cantarolar o “Realizador” – primeiro, porque se ouviu muitas vezes; segundo, porque é música que não cansa e que dá mesmo vontade de cantar – a primeira pergunta foi no sentido de saber se esta injecção musical de “Realizador” havia sido propositada para que as pessoas ficassem “viciadas” no tema.



“Por acaso não foi” diz-nos Budda, acrescentando que “só quando começámos a planear o evento de modo mais efectivo, com horários, é que nos apercebemos de que íamos ouvir dez vezes a mesma música, mais uma vez com a do nosso filme. E foi por isso que optámos por esta sequência de termos os três filmes finalistas e a exibição dos restantes sete, intercalados com a exibição do nosso filme, precisamente para quebrar essa repetitividade. Mas se tiver funcionado dessa forma, por um lado até é bom – não sei é se não teremos arranjado inimigos por causa disso!”, atira em tom de brincadeira.



“Lixo” é o primeiro disco conceptual da banda. Budda diz-nos que “Nós criámos o disco e do disco surgiu o concerto performance, que nós achamos que tem mais sumo do que propriamente só um disco. Começámos por pensar num concerto com alguma cenografia, até que a coisa se foi tornando megalómana e acabámos com um concerto performance que tem cenografia, encenação, projecções e uma iluminação muito específica em determinados aspectos.”



A apresentação de “Lixo” está, como dissemos, em digressão e pode apresentar-se ao vivo sob duas vertentes: por um lado, um concerto “normal”; por outro lado, sob a forma de concerto performance que, nas palavras de Budda, “está mais direccionado para teatros e auditórios, dado ter bastantes mais requisitos técnicos, como sejam uma equipa técnica muito maior e um cenário muito complexo com “lixo” abundante. O concerto performance encerra ainda projecção video e interacção multimédia, com a direcção de Cláudia Batalhão, a participação virtual de Adolfo Luxúria Canibal [Mão Morta] e de Roni [Ronaldo Fonseca, dos peixe: avião], via projecção. Tudo isto muito old school, muito engraçado, desde a projecção de slides à projecção de Super 8, recorrendo assim a esta imagética e a este vintage da imagem... e do som!”, remata simpaticamente.



A máquina de gestão dos Monstro Mau (agenciamento, management, gravação, audio, video, etc.) é completamente familiar e invulgarmente pequena, não contando com mais ninguém para além dos elementos da banda (Alex e Budda são um casal, Budda e Nico são irmãos). Isto é uma opção? É uma opção e uma necessidade: “É muito difícil encontrar alguém que acredite no projecto da mesma forma que nós, e que tenha a disponibilidade e o interesse em dedicar-se às coisas e em fazê-las da forma que nós estamos habituados.”



E quanto a viver exclusivamente da música, em Portugal? “Não é fácil, mas neste momento acho que não é fácil fazer-se nada em Portugal. Empreiteiros a ir à falência, médicos a ver os seus salários reduzidos... portanto a mim parece-me que neste momento, em Portugal, é difícil fazer qualquer coisa. Para nós, se calhar, esta é a opção mais cobarde, mas continuar a fazer música é a única possível, porque é a única coisa que sabemos fazer. É obviamente preocupante a forma como as coisas estão em Portugal, na música, que está a passar por uma fase de crise agudíssima, mas esta fase vai permitir filtrar muito do que se faz e que é mau, e conservar o que se faz e é interessante – ou, melhor ainda, o que é genuíno”. “E a genuinidade é que é realmente a boa música”, acrescenta Tó Barbot, “não há outra definição.” E continuam: “É certo que nestas fases muitos inocentes desaparecerão, mas os que se aguentarem conseguirão reestruturar as coisas. E o vosso caso, com a IMAGEM DO SOM, é o exemplo disso: o exemplo de uma empresa que se dedica a este tipo de eventos e a este tipo de indústria, em crescendo, é para mim um sinal interessante de que há pessoal que está a perceber que não é preciso termos sempre um grande grupo económico por trás para conseguirmos fazer alguma coisa interessante, para quem está interessado. E isto de haver gente interessada não é irrelevante: nós temos consciência, com a nossa música, que não vamos chegar a toda a gente e que não estamos a fazer algo de fácil acesso, mas não o fazemos de propósito; o nosso único critério de selecção é a nossa auto-crítica."



Um outro aspecto abordado nesta conversa entre a IMAGEM DO SOM e os Monstro Mau, foi a venda de discos e aquilo que isso representa para o artista. A nova geração, a geração do download, não percebe que a compra de um disco é um sinal para o artista de que o trabalho que fez foi bem feito e que, muito provavelmente, servirá de estímulo para trabalhos futuros. “Este raciocínio foi o que esteve na base desta noite: com esta iniciativa estamos a tentar dar um pretexto aos possíveis realizadores, para porem mãos à obra. Se pelo menos um destes dez saísse daqui hoje a fazer coisas interessantes no cinema isso seria, no mínimo, muito bonito.”



E a noite, propriamente dita, correspondeu às expectativas dos Monstro Mau? Sim! Nas palavras de Nico, “Estava à espera de menos gente, tal é a ausência de interesse que tem vindo a revelar-se pela cultura. A sala estava composta, as pessoas foram ficando até ao fim e foram aplaudindo cada vídeo-clip. Também fiquei surpreendido pelas 10 equipas de candidatos que concorreram até ao fim, porque isto representa 30 a 50 pessoas a trabalhar num espaço de dois meses a responder a um repto nosso, o que é muito gratificante.”







Os Monstro Mau podem ser vistos e ouvidos ao vivo, pois estão e estarão com os espectáculos de apresentação do seu “Lixo” em força máxima. Destaque, naturalmente, para o seu concerto performance, que – a julgar pelo filme exibido – merece ser visto, se possível mais do que uma vez. O trabalho de preparação que o rodeia, por parte de todas as equipas que nele participam, adivinha-se brutal.



Em jeito de remate, a banda deixou escapar o desejo de que as pessoas saiam mais vezes para ver concertos, e que não tenham medo de ir à descoberta do que se vai fazendo de novo e de diferente. A IMAGEM DO SOM subscreve.



Vamos ver o “Lixo”. O Monstro Mau, afinal, é muito bom...







Agradecimentos:
Cinema Passos Manuel
Monstro Mau





Fotos: Rui Vaz
Texto: Sara Salgado e Rui Vaz