
REPORTAGEM AQUI









ROCK ás SEXTAS
Serra do Pilar
29 Julho,GAIA 2010
A 1ª noite do ROCK ás SEXTAS GAIA 2010, arrancou com a banda The Control.
Com o seu som eficaz, não tiveram qualquer problema em demonstrar o poder do ser rock cru, ritmado e com muito estilo, tal como deve ser.
O publico aderiu desde o primeiro instante e foi uma mini-festa, dado os poucos temas que lhes foi possível apresentar. Banda eficaz, bom humor, que após a sua actuação ofereceram o seu álbum a quem desejava, com extras de boa disposição, o bom aperto de mão e casual beijoca, sem esquecer o autografo para lembrar mais tarde.
Dar musica, isto sim.
Slimmy já em palco e o publico a dar provas do enorme afecto e admiração de que é alvo este artista natural de Rio Tinto, e após ter conseguido verdadeiros feitos além fronteiras, dedica-se agora á conquista do nosso Portugal.
Como é já habitual, desfilam os seus temas electro-rock a que ninguém pode ficar indiferente.
É um caso sério de criatividade e eficácia, um exemplo a seguir em todos os aspectos.
Após uma breve quebra de energia eléctrica, o poderio de uma banda onde é gritante a atenção dada a cada pormenor, não deu descanso a quem ali se deslocou.
O alinhamento deu mais atenção ao 2ª álbum “BE SOMEONE ELSE”, mas não faltaram os hits do grande “BEATSOUND LOVERBOY”.
"Sem medo"
Estava curioso. Não conhecia Slimmy, apenas de nome, como tantos outros.
Fui vendo o seu nome referido por músicos reputados da nossa “praça”, mas confesso que a curiosidade nunca me tinha assaltado. E ainda bem.
O que se passou não foi apenas um concerto, foi uma revelação. E não exagero.
Dados como o seu 1º álbum, Beatsound Loverboy”, ter sido considerado 3º melhor dos últimos 15 anos é mais um “dado orelhudo” do que qualquer outra coisa. Estas coisas da musica não tem uma verdadeira bitola por onde se medir tal facto.
E para além do seu trabalho musical, que resolveram chamar de electro-rock, existe muito a dizer sobre este artista que é nada menos do que fenomenal na minha opinião. O trabalho efectuado a nível internacional sendo o mais significativo.
Não é este o espaço para analisar o fenómeno “Slimmy”. Isso seria interessante e será feito certamente no local apropriado.
Trata-se de uma reportagem e de um concerto, mas sendo eu o autor da mesma, nunca poderia ser despida de uma opinião pessoal.
Não acredito em reportagens imparciais na música. Somos humanos, somos apaixonados por musica, caso contrário não estaria aqui a escrever sobre o assunto, e estaria a dormir ou ocupado com outra actividade qualquer.
Acredito que é possível ser um agente informativo, sem ser necessário tomar uma posição mecânica. Para ler esses textos tem muitos outros locais.
Mas não se trata de tomar sequer uma posição. Uma pessoa adulta, educada e culta na sua medida e forma, deveria ser perfeitamente capaz de formular opiniões, e fazer passar ao mesmo tempo informação suficiente para que o leitor forme a sua própria opinião.
E falo deste assunto precisamente aqui porque razão?
Porque o que torna Slimmy espantoso é o assumir de um talento, da forma como o trabalha e das suas metas.
O que o torna fenomenal é esse “in your face” que muitos consideram uma moda como tantas outras, e o que será tudo que nos rodeia senão isso mesmo?
Personagem provocatória, lasciva, algo andrógena, e com um talento e criatividade aparentemente sem fim e acima de tudo, e também porque o talento nunca garantiu nada a ninguém, vai á luta como pouco se tem visto no nosso país onde ainda se vive muito de lamber as feridas e dessa atitude sensaborona muito típica do “sou muita bom mas não quero ser consumido por massas” ou algo que o valha. Atenção: quando é algo de sincero é louvavel, pelo menos em teoria.
Mas finalmente essa tendência secular está a ser invertida por vários artistas, em especial no meio musical, e aos poucos em outras áreas artísticas por arrasto.
Finalmente os músicos começam a tomar essa atitude bestial de afirmar: fazemos a nossa música mas queremos atingir as pessoas, queremos chegar a centenas de milhar, quem sabe a milhões de pessoas! E isso não implica ser menos verdadeiro nem menos intelectual seja lá o que isso for.
Ser verdadeiro e verdadeiramente ambicioso: eis o conceito inovador, pelo menos por terras lusas.
É obvio que Slimmy não é o único, mas tem-se vindo a tornar um ícone, e também sobre esse aspecto se tem demarcado.
Alguém disse após o concerto que o tipo que um dia era apenas “one man band” a fazer as suas coisas onde o deixavam, estava a construir o que poderia vir a ser um império. Sei lá, espero que sim, e seguramente ele também.
Esperemos que essa forma de estar se espalhe, que se torne na maior peste de todos os tempos!
E então falar da musica? Mas acham que estive a falar de quê?
Num concerto perante estudantes, o tal futuro da nação, o nome dos temas, a qualidade do som, continuam a ser o mais importante, ou não fosse a IMAGEM DO SOM uma revista de eventos musicais e não de politiquices.
Mas se pararmos um bocado, a musica é o elemento que atravessa tudo e todos, incluindo séculos, catástrofes, revoluções, etc.
Num tempo onde todos bradamos aos céus os efeitos da crise, é refrescante esta atitude e forma de atacar e de tomar o mundo nas mãos.
Sim, a actuação foi forte, concisa, sem falhas ou mesmo essas dão o realismo onde se poderia esperar outra coisa.
Os temas são todos brutais em termos de potencialidade comercial, e nada ficam a dever ao que se faz em qualquer outro local do globo, com o extra fantástico disso ser devidamente assumido.
Para isso o papel dos músicos que o acompanham é vital, sendo eles Paulo Garim no baixo, Tó-Zé atrás da bateria e os músicos convidados Gustavo Silva nas programações/teclados e Daniel Santos na guitarra.
Os sucessos que se tornam em hinos, tais como "Set Me On Fire", "You Should Never Leave Me" e claro "Beatsound Loverboy, mais o single "Be Someone Else" do novo album a ser editado durante este mês, tal degrau para outro nivel.
"Be Someone Else". Mesmo a calhar, não acham?
Slimmy não quer muito, quer o Mundo.
Videos da conferência de imprensa após o concerto
1a Parte:
2ª Parte: