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slimmy e lobo no vfr

SLIMMY + LOBO
ROCK VFR


Cineteatro António Lamoso, Feira
27.03.2010


Obrigado por não terem ido ver Os Ídolos!

O último dia do ROCK VFR começou bem com uma banda que começa a dar que falar: O LOBO.

Foi uma agradável surpresa.
Souberam aproveitar o palco e decididamente conseguiram mais alguns fãs. Tratou-se de um concerto curto, é certo, mas que acabou da melhor forma.

"Agora, Aqui", um tema que ganha muito mais força ao vivo, do que no registo em estúdio. antecedeu o clássico dos GNR  "Pós-Modernos", numa versão muito bem conseguida e irrepreensivelmente subvertida, por este grupo do Porto 
Um final de concerto que contou com a participação especial de Alberto Almeida dos CABARET FORTUNA e Presto dos MIND DA GAP.



Aqui fica a setlist:



Desastre
Algo Mudou
Erosão I
Esta Canção
Viajo Em Ti
Canção Da Invicta
Agora, Aqui 
Pós-Modernos



















Chega a hora de SLIMMY.

Nota-se um pequeno problema na voz mas compreende-se depois de já terem tocado durante a tarde.
O que dizer deste concerto?
Mais uma vez foi explosivo, sexual, alegre!

Muitos fãs, sempre colados ao palco, quais cadeiras para se sentarem. Um concerto que mereceu fortes aplausos.

Para além do sucesso de You Should Never Leave Me, Set Me On Fire e Beatsound Loverboy, o novo single Be Someone Else abriu e fechou o concerto, prova da boa aceitação do público.

O popstar sabe estar em palco, o que ajuda em muito ao ambiente criado à volta da sua música.

Ao despedir-se, Slimmy solta uma frase que faz as miúdas saltar e berrar por ele "Obrigado por não terem ido ver Os Ídolos!", referente à digressão do programa de tv que passou em Santa Maria da Feira no mesmo dia.








Aqui fica a setlist:

Be Someone Else
Glad I'm Lonely
You Should Never Leave Me
Inside The One
Games You Play
Set Me On Fire
Bloodshot Star
Showgirl
Together Forever
Flipside
Give It A Shot
Beatsound Loverboy
Be Someone Else








LEGENDARY TIGERMAN
O CONCERTO DO VFR
CINE TEATRO ANTONIO LAMOSO
SANTA MARIA DA FEIRA
26.MARÇO 2010



A CERTEZA
The Legendary Tigerman


Sala completamente cheia. Entre punkrockers, fãs do rockabilly até ao apreciador de blues, ninguém faltou. Paulo Furtado, desta vez sem as convidadas do Femina, sentiu o nervosismo numa sala onde já tinha estado.

Percebeu a sua própria evolução e depois de abrir com uma ansiosa Life Ain’t Good Enough For You nunca mais parou.
Seguiu-se Thirteen.
Recuou-se no tempo com Make You Mine e a fantástica e sombria Walking Downtown do álbum Masquerade. Honey You’re Too Much faz as delícias do público seguida de um novo regresso ao Femina com These Boots Are Made For Walking onde a componente visual nunca foi descurada.

Duas telas, produções Super-8 do próprio Tigerman. Claudia Efe não esteve presente mas a sensualidade de Light Me Up Twice vive também do riff certeiro com bruscas paragens. Naked Blues marca o regresso ao passado mais polémico e sexual de Paulo Furtado, o próprio alerta para o nudismo no videoclip e provoca o público com a tirada “Gostava de tocar para um público despido”.

O cineteatro incendeia-se e vem & Then Came The Pain.
Para acalmar e respirar um pouco ouvem-se I Just Wanna Know e Hey, Sister Ray, esta última dedicada a Rita Redshoes.
Legendary Tigerman está decidido e Route 66 de Nat King Cole parece ser o caminho para onde quer vá. O vozeirão off de Lisa Kekaula (The Bellrays) faz o povo dançar com The Saddest Thing To Say. Explode a eléctrica Crawdad Hole do álbum Fuck Christmas I Got The Blues, a curta Bad Luck Rhythm’N’Blues Machine e o concerto chega ao final com o kazoo de Furtado a partir a louça toda na Big Black Boat.

O aplauso é ensurdecedor e adivinha-se o encore. Uns minutos depois surge The Legendary Tigerman realmente convencido da boa performance até então. Presenteia a plateia com The Whole World’s Got The Eyes e a lindíssima True Love Will Find In The End. Há dúvidas que este projecto é uma certeza?!





REPORTAGEM : NUNO MOREIRA

AGRADECIMENTOS
CAMARA MUNICIPAL DE SANTA MARIA DA FEIRA

D30 , C J RAMONE


D30 + C J RAMONE
FESTIVAL VFR
SANTA MARIA DA FEIRA
20 MARÇO 2010


O segundo dia de Rock.VFR teve como cabeça de cartaz C.J. Ramone, baixista da mítica banda de punk rock Americana “Ramones”.

A abertura do espectáculo esteve a cargo dos portugueses d3ö (ler com pronúncia inglesa “Dee Three Oh”).


Primeira Parte


Comecemos então pelo princípio: os d3ö são de Coimbra, e existem enquanto banda desde 2002. Estão em fase de promoção do seu primeiro trabalho discográfico de longa duração, intitulado “Exposed”. A banda toca um rock cru, com influências variadas, mas muito evidentes de punk rock, e apresenta-se em paco com duas guitarras – a do vocalista Toni Fortuna e a do guitarrista Tó Rui – e uma bateria – tocada por Miguel Benedito.



Ao longo de sensivelmente uma hora, os d3ö deram o litro, suaram muito, e mostraram bem o que valem. O seu som é pujante e é coerente. Vivem o que tocam e, sem serem exuberantemente simpáticos, cativam pela maturidade da sua postura, e pela seriedade com que encaram o que estão a fazer. Muito bem ensaiados, conquistaram indubitavelmnte uma plateia que, apesar de inicialmente algo fria, terminou o concerto completamente envolvida. Noite ganha.






Será interessante continuar a acompanhar o percurso desta banda e ficar a saber o que o futuro lhes reserva. A IMAGEM DO SOM andará, certamente, atenta.


Segunda Parte



CJ Ramone apresentou-se com o seu trio, os Bad Chopper, que o tem acompanhado na sua digressão mundial que decorre desde 2009.


Pouco ou nada há a dizer sobre a actuação, para além do que seria expectável de um conjunto de músicos como o que esteve em palco: falhas nem vê-las (tirando o baixo de CJ que, por duas vezes, o deixou a “falar sozinho” – facto ao qual o guitarrista Daniel Rey se referiu, perguntando ao público se se tinha apercebido do sucedido) e um pleno de energia, do primeiro ao último acorde.


Há duas notas de particular relevo: a primeira vai para a simpatia dos músicos, em terem-se dirigido, por diversas vezes, ao público do António Lamoso com palavras em português; a segunda vai obrigatoriamente para o tema “Glad to see you go”, que CJ dedicou a Michael Jackson – o que não terá sido certamente o seu momento mais feliz da actuação.




O espectáculo durou pouco mais de uma hora e teve dois encores, o que certamente soube a pouco para os muitos fãs dos Ramones que marcaram presença, e que desde a primeira música se instalaram, envolvidos pelo espectáculo, no corredor de passagem entre a primeira fila da plateia e o palco, celebrando a música que ouviam do seu modo muito particular.



CJ Ramone permitiu, a um António Lamoso composto, assistir ao trabalhar da máquina musical, afinada e oleada, no seu estado mais puro – onde nem sempre o sentimento musical marca presença, mas – é certo – onde nem sempre tem de marcar...

Em suma, esta foi mais uma noite de Rock.VFR ganha – estava, de resto, ganha à partida. O que supreendeu verdadeiramente foram os d3ö. O que, aliás, só fica bem a um festival que pretende “dar palco” a novos projectos musicais.



TEXTO : SARA SALGADO, RUI VAZ
FOTOGRAFIAS : RUI VAZ

AGRADECIMENTOS:
CAMARA MUNICIPAL DE SANTA MARIA DA FEIRA

SEAN RILEY AND THE SLOWRIDRES NO VFR

SEAN RILEY AND THE SLOWRIDERS
NO FESTIVAL VFR 2010 - 1.º DIA
SANTA MARIA DA FEIRA
19 MARÇO 2010




O QUE O TEMPO NOS IRÁ DIZER



A 5ª edição do ROCK VFR trouxe pela 2ª vez aos palcos de Santa Maria da Feira os Sean Riley & The SlowRiders, num concerto que fez esquecer a atmosfera taciturna e violenta da noite que se compunha lá fora.






Abrindo com Moving on, um dos singles do álbum de estreia, o ambiente emocional continuou na mesma linha com o fantástico Tell me why ao qual apenas ficaram a faltar os coros finais, responsáveis pelo amplificação do averbamento dramático desta composição.



Num registo mais dançável, seguiram-se Walking you home e Yellow Stone, ambas do álbum Only Time Will Tell. This Woman e Mayday foram as escolhas seguintes da banda, após as quais Sean Riley tomou os comandos do sintetizador para interpretar Houses and Wifes, que arrancou umas palmas ritmadas do público, revelando o entusiasmo já esperado por este single do 2º álbum da banda.

Estreando-se o contrabaixo, ouvimos Lights Out, dedicada a João Doce, dos Wraygunn, presente na plateia. Seguiu-se Working Nights, com a harmónica a marcar imponentemente a sua presença. Buffalo Turnpike antecedeu o também aguardado Harry Rivers.

Contando com a participação em palco de Nuno Lopes, a banda arrancou uma reacção entusiástica do público e terminou com uma violenta mas eficaz descarga, preparando-nos para a ligação directa para o medley Got to go / Baby Please Don’t Go, de Muddy Waters. O encore trouxe-nos ainda State Trooper e 26 Years.


Lotação quase esgotada num festival que se queria de rock e que se compôs de público (quase obrigatoriamente) sentado. Contido, mas satisfeito. Ficou a certeza do que o tempo nos irá dizer que Sean Riley e os seus SlowRiders compõem uma das bandas com maior qualidade que temos na praça nacional, provando-nos isso esta impecável prestação ao vivo.

TEXTO E FOTOGRAFIAS : NUNO MOREIRA

AGRADECIMENTOS :

CAMARA MUNICIPAL DE SANTA MARIA DA FEIRA